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riscos_e_rabiscos

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Cenas de Autocarro #1

 

Depois de uma seca de vinte minutos bna paragem, eis que surge o meu ansiado autocarro. Feliz e contente, entrei - carregadíssima como sempre com a minha mala da escola, e com volume acrescido devido ao casaco/edredon contra o frio - no autocarro e avisto, ao fundo ao lado de uma moçoila, um lugar vago para onde me dirijo.

 

Peço licença à moçoila, que se encontrava sentada no banco de perna cruzada e a contar cabelos espigados. A moçoila foi uma "querida", do mais riquinho que há: para que eu pudesse passar para o outro lugar do banco, desviou as pernas um niquinho, prai 10 cms, como se isto fosse o suficiente para o que quer que fosse passasse. Ainda pra mais EU, inchada do casaco e da mala e com o meu "inchaço natural", pois não sou propriamente uma folha de papel. Como se isto não bastasse, o raio do banco ainda tinha um mini-degrau para dificultar mais as coisas.

 

De nariz franzido mas com bons modos, disse à moçoila, conforme escorregava no degrau "assim vai ser um pouco complicado passar... ", ao que ela me respondeu sem mover um único músculo do corpo (a não ser os que já vão perceber) e mastigando uma super pastilha elástica de boca aberta "ve(nham)ja(nham) se(nham) con(nham)se(nham)gue(nham) passar(nham-nham)... ". Desencantei as propriedades elásticas que desconhecia que o meu corpo possuia e esgueirei-me por aquele espaço exíguo até ao tão desejado banco.

 

Ora se esta gaja tivesse ficado em casa a mascar pastilha elástica de boca aberta e a contar cabelos espigados, tinha feito um favor à sociedade e à humanidade em geral. Pelos menos deixava um lugarzinho vago para quem anda a trabalhar e anda mais morto que vivo!

Missa Solene (cena verídica!)

 

Um dia destes, estava o meu cunhado sentado na igreja para assistir à missa, quando o padre começa a referir o nome das pessoas por quem as famílias tinham mandado rezar aquela missa.

 

Começou a desfiar o rol de nomes a quem era dedicada a missa…

- Esta missa de sétimo dia vai ser rezada pelas almas dos nossos irmãos fulano, sicrano, beltrano, Ling Xu Po Pau

 

E desata tudo a rir. E do meio da igreja alguém diz:

- Senhor padre, não é Ling Xu Po Pau, é Ling Xu Po Pai…!

 

O padre, atrapalhado pelo impropério do nome e da língua chinesa que desconhecia e lhe enrolou as ideias, responde:

- Ó homem, tanto faz se Xu Po Pau ou se Xu Po Pai…

 

Enquanto o pessoal se ria com vontade por causa da descontracção do padre, este prosseguiu com os restantes nomes já com alguma precaução. É que ainda podia surgir-lhe na lista algum nome como: Graciosa Rodela D'alho ou… Himineu Casamenticio das Dores Conjugais ou… Marciano Verdinho das Antenas Longas ou…{#emotions_dlg.blink}

 

Miminho de Aluno (Take 1)

 

Vou carregada com os meus livros e tralha acessória a subir as escadas em direcção à sala de professores, quando oiço uma vozinha:

 

- Teacher, ó teacher...!

 

Olho para trás, conforme giro a chave na fechadura, e vejo o L.

 

- Ó L.zinho, o que queres à teacher?

 

O menino pára, faz uma cara meio séria e diz:

 

- Posso fazer-te uma pergunta?

 

Com um sorriso eu respondo:

 

- Claro que podes!

 

Com o seu arzinho de 5 aninhos mas ainda nos 4, o L. pergunta-me:

 

- Posso dar-te um beijinho?

 

Agarrei-me a ele e disse-lhe:

 

- Podes dar os que quiseres porque eu também te vou dar muitos...

 

E dei!

 

E são estes miminhos tão doces e preciosos que nos abrilhantam e dão alegria à vida. Os pequenotes às vezes nem sonham o quanto estes miminhos são importantes para nós e que nos sabem melhor do que toda a fortuna do mundo!

 

 

Desta é Que Foi.

 

Ai foi, foi... e foi à cama! Ai tão doentinha que eu estive ontem! Eu nem vou entrar em pormenores para não vos contagiar! Só vos digo que nem podia mexer uma palha! Assim, enfiei-me lençóis adentro, Bóbi dentado ao fundo da cama para aquecer os pés e testes à mão de semear mas os momentos de mais "rijeza". E olhem que ainda consegui ver meia turma! Ah, e pintar as unhas! Gaja que é gaja, não pode sair de casa com a manicure por fazer... verdade?! :P

Cena Insólitas!

 

 

Estava eu tão concentrada (e enjoada) a corrigir os meus testes quando recebo uma sms. Obviamente que fui ver de quem era, de quem se teria lembrado de mim. Toquei no visro para a sms se abrir e vejo que não conheço o número. Mas até podia ser um número novo de alguém. Aparece o texto e leio:

"Ne ke tax?"

Fiquei a olhar para aquilo e pensei "bom, alguém se enganou". Passadas mais umas horas, outra sms. Hum... vamos ver quem é. Mais uma do mesmo número. Desta vez dizia:

"Tens money?"

Já irritada com isto, porque suponho que a pessoa deve já ter percebido que as suas sms não chegam ao destinatário correcto porque isto hoje não foi a primeira vez, respondi à sms:

"Não conheço o seu número mas estou sempre a receber sms suas. Deve haver algum engano."

Sabem qual foi a resposta?

"WTF* "

                                                                 {#emotions_dlg.barf}

Acho que pelo menos merecia um "desculpe"...

 

 

* What The Fuck

Acaba A Semana E Eu Também...!

Andava eu tão bem, feliz e contente quando esta gaja se atravessa no meu caminho! E o pior é que não entra, não sai, não passa e nem deixa passar! Estou a falar de uma maldita, irritante, incomodativa e chata constipação! É só atchins para todo o lado e depois estas semanas de um diz faz sol no outro chove, não ajudam em nada! Humpf! Adiante!

 

Ontem estava decidida a ir comentar os vossos blogs e, quiçá, escrever alguma coisinha no meu quando cometi um erro que não devia ter cometido. Quer dizer, não é erro nenhum, é erro do ponto de vista das minhas emoções. Acho que já toda a gente percebeu que eu sou um coração mole, uma sentimentaloide sem remédio e que se pudesse ia buscá-los todos para junto de mim. Estou a falar dos animais claro está! Eu e os animais, como diz a Cantinho!

 

Fui dar uma espreitadela ao Patas Felizes e Focinhos & Bigodes e pronto! Fui invadida pelas lágrimas, fiquei com um nó na garganta e com as ideias todas derretidas. Não posso ver bichinhos fragilizados ou maltratados, nem sequer os pombos horrososos (que ontem prendaram a minha mãe com uns enfeites no casaco) posso ver assim. Mexem com os bichos, mexem comigo!

 

E foi assim. Ainda houve uns contemplados com os meus comentários parvos e hoje sairá a rifa a outros ainda! Não pensem que se safaram! :PPP

 

See you later!

Ok... Podem Internar-me!

 

Saí da escola já de noite. Desci a rua, sentei-me no banco da paragem para esperar alguns vinte minutos ou mais pelo autocarro, alapei as coisas e comecei a observar o ambiente. Mais uma vez cheguei à conclusão de que a crise é mesmo só para alguns pois a quantidade de carros na rua é enorme, mais do que o habitual (viva a Nossa Senhora da Gasolina!), admirei os enfeites urbanos natalícios (ao menos uma vez no ano pagamos para ter algumas ruas bem iluminadas e ver alguma coisinha à frente do nariz), e desesperi ao ver o pessoal da paragem do outro lado da rua a desaparecer rapidamente e eu a ficar ali sozinha e abandonada...

 

Olhei para o relógio de minuto a minuto, em desespero, até que avistei o "autocarro". Toda feliz e contente porque ia para casa e ia fugir do frio momentaneamente, estico o braço para fazer sinal...

 

Toiiiimmm! Qual autocarro, qual quê... era um CAMIÃO!!! :(((

Numa rua pouco iluminada, aqui a "je" toldada pelo desespero e pitosga, vê um veículo com uma faixa de luz no topo tipo autocarro, e faróis também iguais aos dos autocarros e... Pimba! Será que era vocês também fariam o mesmo? Ou fui eu que pifei de vez?! Acho que a última hipótese é a mais correcta... {#emotions_dlg.nostalgic}

 

 

 

P.S. - Prometo que, logo à noite, senão apanhar boleia de algum camião enganador (lol), respondo a todos os vossos comentários e vou até aos vossos cantinhos. Sei que estou em falta com vocês. Chuacs!

 

Mais Do Mesmo.

 

O meu regresso a casa aos domingos é sempre igual, sempre a mesma coisa e resume-se numa palavra: nervos. Mal ponho um pé em casa tenho a minha mãe a buzinar-me os ouvidos incessantemente a contar-me tudo o que se passou no fim-de-semana (e relembra cenas da semana), o que o meu pai fez e disse, o que o meu irmão fez e disse, e relembrar milhares de vezes o quanto não gosta da namorada do meu irmão e enumera todos os seus defeitos (qualidades realmente são muito poucas…).

 

Sempre que preciso de me concentrar, lá começa ela com os seus bombardeamentos. Eu não quero magoá-la mas chego a um ponto que estou completamente desconcentrada e já nem sei o que estou a fazer. E o pior é que se eu lhe digo  que preciso de me concentrar, fica ofendida comigo e começa a dizer que a partir dali já não vai falar com ninguém e que se tivesse um sítio para ir, ia-se embora e ninguém iria saber do seu paradeiro, para que todos sentissem a sua falta.

 

O meu irmão faz resmas de coisas que não devia fazer. Quando era pequeno, teve muitos “perdões” porque era “doentinho”. Mas o doentinho foi crescendo, percebendo que podia fazer e tratar a mãe como lhe desse na telha e agora já é tarde demais para ir direitinho pelo caminho.

A autoridade não é imposta através de porrada (“querias que eu lhe desse porrada?” é a pergunta quase diária que ela me faz) nem de gritos mas sim de gestos e atitudes. Mas ela não compreende isso. Ontem o meu irmão foi bruto com ela mas hoje ela já foi gastar dinheiro com ele. Acabei de saber isto e fiquei danada.

 

Tive de ouvir mais não sei quantos comentários acerca do meu irmão e o quando ele fica “mais mau” quando está com a namorada, que, segundo a minha mãe o influencia. Depois a minha mãe perde a razão por estar sempre a fazer comentários acutilantes acerca da tal namorada ou outros, não percebendo que há alturas em que deve estar calada. Para ela estar calada significa perder a “autoridade” que não tem e rebaixar-se.

 

Resultado: estou para aqui eu a escrever este post em jeito de desabafo, com um nó na garganta e olhos rasos de lágrimas e a enxarcar-me de anti-depressivos para me aguentar às “bombocas” da vida E ela? Ela está lavada em lágrimas de auto comiseração e auto-piedade.

É Isto Solidariedade?

 

Na pinguinolândia, uma das pinguins resolveu fazer rifas com o intuito de angariar dinheiro para enviar para um país com graves dificuldades económicas - como se o nosso país também não as tivesse! - e onde estão outras pinguins pertencentes à irmandade.

 

As crianças andaram muito entusiasmadas e empenhadas: ofereceram alguns brinquedos seus, trouxeram várias coisas de casa (algumas delas novinhas em folha, com etiqueta e tudo, que foram directamente para os sobrinhos das pinguins, de certeza!) e apelaram aos professores que comprassem umas rifas para ajudar os pobres.

 

Haviam rifas de diferentes valores: dos 50 cêntimos aos 5 euros. Eu, contrariada a convite/pedido dos miúdos, fui com eles comprar as rifas. Eles é que escolheram a modalidade: 2 rifas de 50 cêntimos.

 

Hoje, estava eu a dar a minha aula, quando fui interrompida pela trilionésima vez, pela pinguim-titular que foi distribuir tarefas às crianças pois iria ausentar-se o resto da tarde. A pinguim "cuspiu" entre dentes que ia comprar ???? com o dinheiro das rifas. Eu não entendi nada do que ela disse mas achei estranho ela ir utilizar o dinheiro.

 

À hora do lanche, comentei com uma colega minha que estava tudo silencioso, pois a pinguim-mor não estava lá. E acrescentei que a pinguim tinha ido à compras e devia ter levado a boss. E foi aí que a minha colega me disse " ah, então foram as duas comprar o Menino Jesus com o dinheiro das rifas para mandar para XXX."

 

Bom, caiu-me tudo ao chão!!! Aquelas safardanas andaram a enganar o pessoal todo a dizer que o dinheiro era para enviar para XXX quando afinal era para comprar um Menino Jesus que vai chegar todo em pedacinhos!!! Não seria muito melhor enviar o próprio dinheiro ou outro tipo de bens alimentares?! O Menino Jesus deve alimentar muitas bocas famintas, realmente...

 

Maldita hipocrisia e cinismo. E é isto que me dá volta ao estômago... :/ Nunca mais levam um tusto meu, é o que é!

É Praga... Só Pode!!!

 

É praga e das boas, daquelas rogadas por alunos! Estava eu toda convencida que ia dar um corte ao cabelo hoje quando acordo ao som da chuva e vento. Ainda tive esperança que fosse só vento e assim ainda ponderava se iria ao corte ou não. Daqui a pouco o cabelo chega-me aos joelhos pois já está a meio das costas... E se ele se enrolar nas pernas e der um trambolhão, ainda parto os dentes!

 

E isto tem-me feito lembrar de uma prima minha que tinha um cabelo loiro, lindíssimo, que usava entrançado e enrolado em forma de caracol preso à cabeça. Dizia ela que não cortava o cabelo havia anos, que sempre que se preparava para ir o cortar, acontecia uma tragédia: uma vez aconteceu uma morte, outra um acidente e outra ainda uma doença de gente chegada a si. E assim foi deixando crescer o cabelo, com receio de que ao ir cortar o cabelo, mais alguma fatalidade se lhe atravessasse no caminho.

 

Um dia, para nos mostrar o tamanho do seu cabelo, desfez a trança que revelou a sua beleza e esplendor. Aquele loiro sempre foi um tom invulgar, que eu nunca vi nenhum parecido. E o tamanho era algo espantoso: parecia uma cascata que lhe descia pela cabeça até quase aos joelhos. Fazia lembrar os cabelos de uma princesa de tempos longínquos de vido à sua invulgaridade.

Mas um dia o corte de cabelo chegou e o tempo tem passado e eu nunca mais a vi.

 

O dia hoje passou intercalado de períodos de chuva, vento e sol, o que contribuiu para o azamboamento da minha cabeça e para a dose extra de excitação dos miúdos. Saí da escola já de noite - não gosto nada - e com aquela chuvinha de molha parvos. É claro que eu não fiquei molhada porque não sou parva (cof!cof!cof!)...

Apanhei o meu autocarro de sempre, que hoje teve a visista da Dona Inokes, e quando cheguei ao terminal, tinha à minha espera umas rajadas de vento fortes acompanhadas de pancadas de chuva bem jeitosas. Escusado será dizer que apanhei uma molha das valentes, pois nem o chapéu de chuva nem o imperme+avel me salvaram. Sei dizer que cheguei a casa a pingar: calças molhadas, rabo de cavalo a pingar, e impermeável impregnado de chuva. Até a minha roupa interior não conseguiu escapar à chuva!

 

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